Morte dos Perpétuos

[quote]É apenas isto: se você vai ser humano, tem um monte de coisas no pacote. Olhos, um coração, dias e vida. Mas são os momentos que iluminam tudo. O tempo que você não nota que está passando… é isso que faz o resto valer. — Morte dos Perpétuos[/quote]

O grande momento da vida!

Talvez este seja o melhor modo de definir a irmã mais velha de Morpheus.

Diferentemente do que se esperava, ela não foi concebida por Gaiman e Dringenberg como uma figura sombria e fria, um ‘esqueleto com uma foice’, mas sim como uma bela garota, que se veste como uma punk, e que sempre nos passa muito otimismo e alegria, apesar do fardo que é o seu “trabalho”.

Aliás, em se tratando deste assunto, sem sombra de dúvida seu irmão mais novo, Sonho, é muito mais mórbido e melancólico que ela.

Ela traz sempre consigo seu símbolo: o Ankh.

O Ankh é um símbolo muito antigo, derivado da cultura egípcia. Ele era encontrado sempre nos hieróglifos, nas mãos das divindades egípcias como se fosse uma chave, o que nos remete ao seu significado como “a chave dos portões que separam a vida e a morte”, já que estes desenhos eram muito comuns em pirâmides mortuárias dos faraós.

O Ankh é considerado símbolo de vida e fertilidade, o que torna ainda mais irônico ser exatamente ele o sígno utilizado pela irmã mais velha.

Ela não foi a primeira a vir… mas será a última a partir.

“Quando a primeira coisa viva existiu, eu estava lá esperando… Quando a última coisa viva morrer, meu trabalho estará terminado… Então, eu colocarei as cadeiras sobre as mesas, apagarei as luzes, e fecharei as portas do universo, enquanto o deixo para trás…”, disse ela a seu irmão Sonho.

A cada século ela vive um dia entre nós.

“Uma vez, a cada cem anos, a Morte prova o amargo sabor da mortalidade para compreender melhor sua missão. Este é o preço por ser a divisora entre todos os vivos que já foram e os que ainda irão.” Estas são suas próprias palavras sobre o assunto.

Morte acompanha a cada mortal duas vezes na vida: no nascimento, ela fala nos fala, mas não lembramos o que ela diz, não se sabe o porquê, na morte, ela nos guia ao descanso eterno.

Conheça melhor os Perpétuos:

SonhoMorteDestinoDestruiçãoDesejoDesesperoDelírio

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[quote]Primeiro, não existe uma pessoa que é a morte. Segundo, a Morte é um cara alto, de rosto ossudo, que parece um monge esquelético, com foice, ampulheta, cavalo e se liga em jogar xadrez com escandinavos. Terceiro, ele não existe. — Sexton Furnival[/quote]

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